Tem gente que aprendeu a tocar o RÉ, LÁ e SOL e nunca mais se esforçou pra aprender novos acordes. Consegue tocar algumas músicas somente com esses e estagnou. Acomodou.
Eu prefiro tentar alguns dissonantes, explorar novas possibilidades, testar outras variantes de acordes. Sempre desafino e feio. Às vezes perco o compasso, mas logo alinho o ritmo, e a música volta a fluir.
Triste de quem continua a tocar sua vida apenas com 3 acordes.
As ruas que antes conhecia já não são mais as mesmas. Onde antes pisava no barro, agora piso no chão preto, concretado, emborrachado. São os sinais do progresso.
Hoje lembrei de coisas boas, de momentos bons. Lembrei do início de minha adolescência quando me aventurei a tocar bateria. Lembrei de quando conheci as músicas do Rebanhão lá em meados de 2001. Como eu achava o máximo ouvir aquelas músicas com sotaque carioca gravadas entre 70 e 80. Consigo imaginar os ruídos do som de vinil ainda reproduzidos no cd “não se acende a luz do sol …”
Lembrei de quando tudo era novidade.
A música que ouço nesse instante têm me trazido velhas e boas lembranças. Olha só! Estou lembrando das minhas primeiras paixões.
Ontem a noite fui questionado sobre a falta de textos a qui no blog. Fui impulsionado, sacudido a voltar a escrever.
A ausência não foi por falta de tempo, muito menos por falta de imaginação como muitos alegariam. Faltou mesmo foi compromisso, sobretudo comigo mesmo e com meu estatuto universal de sempre dar vida a um texto sempre que ele surgir no mundo da imaginação. Não cometerei novamente essa covardia.
Lembrei agora de Arquimedes com sua Lei da Alavanca quando citou “dê-me um ponto de apoio e eu moverei o mundo“. Não sei porque, mas gosto de misturar conhecimento matemático e física com essas viagens do mundo das ideias. Meu ponto de apoio são meus textos. Conquistarei o mundo?
Inspiração já tenho a todo momento, só que daqui pra frente creio que terei ainda mais e explico o porque.
Estou observando melhor minha terra, acreditando mais nos sonhos dessa gente. Tenho observado o Demerval Moreno montar uma revolução em prol do Carajás apenas twitando do seu celular. O Anderson Souza continua me inspirando com sua garra de sair por aí registrando o mundo com sua máquina fotográfica. É tão sério que ele não consegue mais se desvencilhar disso. Eugênio Morales têm sido seu tutor nessa arte de questionar a realidade com a fotografia contemporânea. Elivelton, Wenderson Costa e Charlles Mendes registram os passos e as notícias que são geradas somente aqui.
Os sonhos e as atitudes dessas pessoas são de inspirar qualquer um.
Volto aqui pela necessidade e o prazer de escrever. Por me sentir bem fazendo isso. Por dar vida as ideias, sem deixar que elas morram sem serem propagadas.
Assim que puder, irei a biblioteca ler alguma coisa de Thiago de Melo, o poeta amazonense. Que tal Os estatutos do Homem?
Anderson é dessas pessoas com a alma universal, difícieis de encontrar.
Música, fotografia e cinema se misturam num emaranhado de expressões e descompassos da sua vida. Um verdadeiro balaio nordestino.
Estar perto dele é aprender a desaprender. Desaprender os protocolos, as amarras e os preconceitos.
Autor dos seus poemas e canções e sua inspiração vem da terra vermelha onde pisa, da paisagem dessas serras, dos vales onde correm os rios, dos rostos cansados da gente sofrida, da criança que brinca. Anderson utiliza sua cidade como cenário.
Seu sonho é desbravar o mundo com um Land Rover e uma Objetiva.
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende a ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Obrigado Senhor por receber minhas súplicas, por consolar meu coração, por tomar sobre si todos os meus anseios.
Por me mostrar que sempre posso contar contigo.
Obrigado por me fazer parar e analizar minha vida, meus erros e meus conceitos. Por me mostrar que sempre é possível mudar.
Obrigado por mostar o teu agir em minha vida, mesmo nas simples coisas. Por cuidar de mim enquanto durmo, me entender quando nem mesmo consigo falar o que quero.
Por me seperar para o serviço na tua casa.
Obrigado por me fazer livre.
Obrigado por colocar as pessoas certas no meu caminho.
Por me conduzir de graça em graça, crescendo em conhecimento e amor.
Estou pensando em bolar um encontro de blogueiros da galera aqui de Curionópolis. Já conversei com algumas pessoas e agora falta decidir alguma coisas entre elas o local onde iremos realizar o encontro.
O objetivo é juntar as pessoas que que publicam na internet, seja em um blog, fotolog, videolog ou no flickr pra se conhecer mais e com isso dinfundir a prática entre os demais. Percebo que algumas pessoas querem ter um blog mas têm medo de publicar ou não sabem usar as ferramentas. Acredito que o encontro pode ajudar essas pessoas com a troca de informações.
O Daniel Soares, blogueiro, Acessor de Comunicação da Coomigasp e da Coomic, já se prontificou em palestrar sobre Jornalismo Regional. Falta acertarmos alguns detalhes.
O Hilton Marcos é estudante de Comunicação Social na UFMA também tem muita experiência como blogueiro e já confirmou sua presença. Falta acertarmos alguns detalhes.
Quero dizer que não precisa ser um profissional da área ou um estudante de comunicação pra ter um blog. Não pense assim. Essas pessoas estarão lá porque têm mais experiência, já conhecem o ambiente e irão nos ajudar, passar algumas dicas, serão nossos tutores.
Por enquanto são apenas algumas anotações. Vamos amadurecendo com o tempo e com certeza teremos um ótimo encontro. E você o que acha?
Está afim de participar?
Que ideias você tem pro encontro? Tem alguma dúvida? Quer acrescentar alguma coisa?
Fiquem a vontade pra discutir nos comentários. Abraço.